quarta-feira, 3 de abril de 2013

Nova opção de tratamento para a "vista cansada"

O simpático dinossauro Horácio, criação do cartunista Mauricio de Souza, é famoso por sua sabedoria ingênua e seus braços curtos. Muitos pacientes sentem-se como o Horácio a chegar à meia-idade, com dificuldade para enxergar de perto e necessidade de afastar o celular ou o jornal, na tentativa desconcertante de ajustar o foco. O processo que leva à perda da capacidade acomodativa do cristalino (a lente natural do olho) é decorrente do envelhecimento e tem o nome de presbiopia, ou "vista cansada", como é mais popularmente conhecida. Durante muito tempo, o único remédio para essa condição eram os tradicionais óculos de leitura. Hoje o nosso arsenal terapêutico é mais amplo, passando por lentes de contato, laser e cirurgia. Recentemente, uma modalidade de tratamento conhecida como ortoceratologia foi testada para pacientes com presbiopia. O mecanismo de ação é através da mudança da curvatura da córnea através do uso de uma lente de contato rígida durante o sono. A deformação provocada pela lente durante a noite faz com que o olho tratado consiga focar a curta distância durante o dia. O uso deve ser contínuo para que se mantenha o efeito desejado. O olho não tratado não apresenta alterações visuais. Com isso, os pacientes testados conseguiram restabelecer a visão de perto sem comprometer a visão de longe.

terça-feira, 12 de março de 2013

Suposta causa de cegueira cai por terra


Cientistas por muito tempo pensaram que a falta de ácidos graxos de longa cadeia em fotorreceptores causaria cegueira em crianças com degeneração retiniana na doença de Stargardt do tipo 3, uma moléstia incurável. No entanto, pesquisadores da Universidade de Utah mostraram num novo estudo que a falta destes ácidos graxos não causa cegueira, o que significa que a busca pelo mecanismo que rouba a visão das crianças com esta doença precisa começar do zero.
Os estudiosos cultivaram camundongos sem ácidos graxos em seus fotorreceptores e se surprenderam ao descobrir que a visão das cobaias era normal. 
A doença de Stargardt é uma forma de degeneração macular que atinge uma em 10.000 crianças com idade entre 6 e 20 anos. Não há tratamento para a doença, apesar das evidências de que suplementos nutricionais e proteção UV podem ser benéficos em desacelerar a progressão da cegueira.
 



quinta-feira, 7 de março de 2013

Placa de Petri traz nova esperança para tratamento de doenças oculares

Australianos da Universidade Monash estão próximos de fazer crescer partes do olho humano no laboratório. Eles conseguiram, pela primeira vez, epitélio do cristalino derivado e purificado - o tecido embriônico do qual a lente do olho se desenvolve. A pureza das células obtidas pavimenta o caminho para futuras aplicações em medicina regenerativa.

Professor Barberi disse que essa conquista eventualmente ajudará a curar déficit visual causada por cataratas congênirtas ou lesões graves do cristalino através do transplante.

Combinada com avanços em produzir células-tronco pluripotentes a partir de células adultas totalmente diferenciadas, a pesquisa também proporcionará tratamentos para outras doenças oculares.

Fonte: 
  1. I. Mengarelli, T. Barberi. Derivation of Multiple Cranial Tissues and Isolation of Lens Epithelium-Like Cells From Human Embryonic Stem CellsStem Cells Translational Medicine, 2013; DOI: 10.5966/sctm.2012-0100

segunda-feira, 4 de março de 2013

Risco genético para doença ocular entra no foco




Um grupo internacional de pesquisadores identificou sete novas regiões genéticas associadas com doença macular relacionada à idade (DMRI), uma causa comum de cegueira em idosos. Os achados, reportados online em 3 de março na Nature Genetcs, podem apontar para novas vias biológicas e alvos terapêuticos para a DMRI. A esperança é que uma compreensão plena dos fatores genéticos e ambientais de risco permitirá a computação de um score de risco para DMRI.Várias epresas já oferecem testes que geram scores de risco, mas são baseados em inforações antigas.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Laser no espaço

Não gosta de usar óculos e não se adapta com lentes de contato? A cirurgia refrativa pode ser uma boa opção para a correção da miopia, do astigmatismo, da hipermetropia e até mesmo da presbiopia (vista cansada). Para aqueles que ainda se sentem inseguros com relação ao pós-operatório, uma notícia encorajadora. Um astronauta previamente submetido a ceratectomia fotorrefrativa (PRK, em ingês) foi acompanhado antes e depois de sua viagem ao espaço. Foram monitorados os seguintes parâmetros: topografia (relevo) e paquimetria (espessura) da córnea, tonometria (pressão do olho), fundoscopia (exame do fundo do olho), além, é claro, da acuidade visual. O paciente-astronauta apresentou estabilidade dos parâmetros pós-operatórios antes e depois da sua visita à Estação Espacial Internacional. Durante uma viagem espacial o organismo é submetido a variações de pressão, aceleração/desaceleração e ausência de gravidade. A estabilidade da córnea previamente submetida a PRK deixou a comunidade oftalmológica ainda mais confiante com relação à segurança do procedimento.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Do café e do glaucoma

Alguns pacientes têm me perguntado sobre o risco de glaucoma supostamente associado ao consumo de café. Pesquisadores de Harvard, Yale e do Massachusetts Eye and Ear Institute avaliaram pacientes com diagnóstico e com risco de desenvolvimento de Glaucoma Primário de Ângulo Aberto (GPAO). Comparando as medidas da pressão intra-ocular (PIO) antes, 60 e 90 minutos após o consumo de café eles detectaram um pequeno acréscimo nos valores da PIO, sem alteração na linha de base. A conclusão do estudo é a seguinte: o café realmente aumenta a PIO, porém esse aumento não tem importância clínica. O café está liberado, mesmo para quem tem risco ou até mesmo diagnóstico de glaucoma.
Fonte: Eye (Lond). 2012 Jun 8

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Satisfação com a Cirurgia da Catarata

Os fatores que influenciam na satisfação com relação à visão são variados. Em se tratando de resultado pós-operatório o assunto se torna ainda mais espinhoso. Na tentativa de lançar uma luz sobre o assunto, o Dr. Garcia-Guitierrez e colaboradores avaliaram 4335 pacientes submetidos a facoemulsificação (cirurgia da catarata). Os pacientes responderam três questões objetivas sobre atividades específicas: leitura, reconhecer pessoas na rua e tarefas domésticas. Os dados foram colhidos antes da cirurgia e três meses após. Noventa e cinco porcento dos entrevistaram se mostraram plenamente satisfeitos com o resultado da extração da catarata.  Um grupo de pacientes não se mostrou satisfeito com a visão apesar de obter Acuidade Visual e Função Visual semelhantes aos pacientes do grupo satisfeito. Os pesquisadores concluem que o nível de satisfação está associado a fatores clínicos e à expectativa pessoal de cada um. 
Fonte: Health Expect. 2012 Jul 11.